O Homem da Praça de Dois Irmãos

O Homem da Praça de Dois Irmãos

O trânsito estava caótico. Guardas e fiscais tentavam colocar ordem na situação, mas falhavam miseravelmente. Passava das onze horas e essa era apenas a primeira surpresa que eu teria naquela noite.

Quando digo surpresa é pelo simples fato de aquele inferno de carros estar ali aquela hora da noite. Quem conhece bem a cidade, e eu posso dizer que me encaixo perfeitamente nesse perfil de morador, sabe que as ruas estão sempre lotadas de carros quase que o tempo inteiro, em especial nos horários de pico. A menos, é claro, que seja algum tipo de feriado ou esteja em período de férias escolares. E era exatamente esse o caso, estávamos na terceira semana de dezembro. Ou seja, não presenciávamos a loucura da véspera do Natal (ainda), e os colégios e faculdades já haviam liberado pelo menos metade dos alunos. Então aquele trânsito todo era, no mínimo, atípico. Continuar lendo “O Homem da Praça de Dois Irmãos”