Aquela casa lembrava muito a que ele passara a infância com o pai, mas Marcelo sabia que aquele não era um momento para saudosismo, estava ali para cobrar uma dívida.

Ele então bateu à porta. “Tem alguém em casa?” – Ele falou e esperou, mas ninguém apareceu. Ele chamou novamente, e dessa vez a batida fez ela abrir e ranger lentamente até encostar na parede.

Uma rajada de vento entrou pela escuridão da casa e forçou Marcelo a dar um passo para dentro. “Venha, eu estou aqui.” – Uma voz rouca o chamou. Aquela voz soou familiar. Mais do que ele gostaria.

Num impulso ele virou-se para sair, mas a porta fechou sozinha com ele dentro. Marcelo correu desesperado para o carro e deu a partida. “Eu não vou voltar nesse lugar nunca mais.” – Falou soluçando. “Ah, vai sim.” – A voz rouca se repetiu, agora no banco de trás. Ele olhou, mas não tinha ninguém lá.

 

Escrito por Rafael Pedrosa, com trechos selecionados pelo ilustre público da página Se Conto Ninguém Acredita. A mecânica do conto consistiu em 4 partes, onde os participantes escolhiam o trecho seguinte entre 3 opções, até a conclusão da história.

 

Rafael Pedrosa, 24 de julho de 2017.

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