Mais um solavanco e o elevador finalmente parou. Assustada, ela saiu correndo. Na porta do apartamento, Carla tremia tentando acertar a chave na fechadura, quando seu celular tocou. Mas o som não veio da bolsa, ele ecoou pelo corredor.

Curiosamente o elevador continuou no andar e o som parecia vir dele. Ela virou a cabeça e olhou. Com a porta aberta, era como se ele estivesse esperando que ela voltasse.

E ela voltou. Carla o viu no canto perto dos botões de emergência, deu três passos curtos e então ele parou de tocar. Estava escuro e no espelho ela percebeu dois reflexos.

Carla prendeu a respiração e fechou os olhos. Não se ouvia nada além de um arfar nervoso ao lado dela, quando a porta se fechou. Depois de sons estridentes e guturais, o espelho enfim voltou a ter apenas um reflexo. Mas não era o dela.

 

Escrito por Rafael Pedrosa, com trechos selecionados pelo ilustre público da página Se Conto Ninguém Acredita, através de uma mecânica dividida em 4 partes, onde os participantes escolhiam o trecho seguinte entre 3 opções, até a conclusão da história.

 

Rafael Pedrosa, 30 de junho de 2017.

 

 

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