Já fazia 15 anos desde aquela trágica noite. Porém, a escuridão debaixo da cama ainda o obrigava a manter os pés sempre cobertos, mesmo em dias quentes como aquele.

“Já tô acordado!” – ele respondeu ao irmão. 

Uma existência penosa, onde um medo quase irracional consumia tanto a sua alma, que às vezes ele até esquecia como aquela casa era assustadoramente grande para uma pessoa só.

 

Rafael Pedrosa, 02 de maio de 2017.

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