Você já viveu um amor tão intenso que poderia morrer?

Aquele sentimento que não cabe no peito,

que você fica até meio sem jeito,

não sabe como se expressar.

Quando tá perto, fica nervoso.

Quando tá longe, não sai da cabeça.

Uma tortura que te implora, permaneça.

Dizem que a gente sempre ganha o que merece.

Porém, às vezes, não fica tão claro quanto deveria.

Mas o que fazer, se não, acreditar?

Ou, pelo menos, tentar.

Sei lá.

Um amor daqueles que não dá nem pra descrever. As palavras se esvaem. Falta-nos fôlego.

A gente até tenta, mas o sentimento em si nos denuncia. Mesmo assim a gente não denuncia.

Falta coragem.

Um sentimento gutural. Um tipo de afeição que bate forte no peito, nas costas, no rosto. Sangue, violência, emergência.

Um amor que nos mata por dentro. Capaz de nos matar também por fora.

A menos que façamos alguma coisa.

Uma faca já resolveria. Entre a quarta e a quinta costela do lado esquerdo. Duas perfurações simples seriam o suficiente.

Mas você mantém a calma. Com um olho inchado, braço quebrado e pulmão perfurado… você mantém a calma.

Faz uma ligação. A tão esperada ligação, para que alguém finalmente te ajude.

Uma tormenta que chega ao fim.

Até que enfim.

Um amor que dentro estava preso. Mas que agora está só, preso.

 

 

Rafael Pedrosa, 09 de Maio de 2016.

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